A azoospermia não obstrutiva (ANO) é a condição em que não há espermatozoides no sêmen devido a falha na produção testicular, e não por obstrução dos ductos reprodutivos. Ela está associada à chamada falência testicular.
A falência testicular afeta cerca de 1% da população masculina geral e aproximadamente 10% dos homens que procuram avaliação por infertilidade.
Na biópsia testicular, homens com azoospermia não obstrutiva podem apresentar um dos seguintes padrões:
Síndrome de células de Sertoli (Aplasia) – ausência de células germinativas produtoras de espermatozoides
Parada de maturação espermatogênica – interrupção do desenvolvimento dos espermatozoides em fase intermediária
Hipospermatogênese – produção reduzida, porém presente, de espermatozoides
Sim. Atualmente, alguns homens com azoospermia não obstrutiva podem ter filhos biológicos, algo que até pouco tempo atrás era considerado impossível.
Historicamente, acreditava-se que a ausência de espermatozoides no sêmen significava ausência total de produção espermática, e as únicas opções oferecidas aos casais eram:
Diversos achados clínicos importantes mudaram essa abordagem:
Sim. A experiência clínica demonstrou que espermatozoides obtidos diretamente do testículo podem fertilizar o óvulo quando utilizados a técnica de injeção intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI).
A ICSI é uma técnica na qual um único espermatozoide é injetado diretamente dentro do óvulo.
Ela revolucionou o tratamento da infertilidade masculina grave, pois:
A principal técnia é a MicroTESE (TESE por microdissecção) – técnica mais avançada, que utiliza microscópio para localizar áreas do testículo com maior chance de produção espermática.
Estudos iniciais e experiências clínicas internacionais relataram taxas de gravidez entre 20% e 21% por tentativa em homens com azoospermia não obstrutiva submetidos à microTESE associada à ICSI.
Em centros especializados, essas taxas podem ser ainda maiores, dependendo do caso.
Sim. As evidências clínicas mostram que a utilização de espermatozoides testiculares em FIV com ICSI resulta em gravidezes e no nascimento de crianças saudáveis, sem aumento comprovado de malformações quando comparado à população geral, desde que haja avaliação genética adequada.
A taxa de recuperação é de 40 - 50%. O sucesso depende de vários fatores, incluindo:
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