A vasoepididimostomia microcirúrgica é um procedimento indicado para o tratamento da obstrução do epidídimo, uma das causas de infertilidade masculina obstrutiva.
A cirurgia consiste na ligação direta (anastomose) entre o ducto deferente e um túbulo do epidídimo, permitindo que os espermatozoides voltem a fazer parte do sêmen ejaculado.
É considerada a cirurgia microcirúrgica mais complexa da infertilidade masculina, exigindo alto nível de habilidade técnica e ampla experiência do cirurgião.
O epidídimo é um tubo extremamente fino e enrolado, localizado atrás do testículo, que mede cerca de 4,5 metros quando estendido.
Ele funciona como uma verdadeira “escola de natação” dos espermatozoides.
Os espermatozoides produzidos no testículo não sabem nadar nem fertilizar o óvulo
Essas capacidades são adquiridas ao longo da passagem pelo epidídimo
Seus túbulos têm apenas 200 micrômetros de diâmetro, o que explica sua complexidade anatômica
Após o epidídimo, os espermatozoides seguem pelo ducto deferente até os ductos ejaculatórios e a uretra.
A cirurgia é indicada quando há:
Produção normal de espermatozoides no testículo
Obstrução localizada no epidídimo
Ducto deferente pérvio (aberto)
Esses pacientes costumam apresentar azoospermia obstrutiva, ou seja, ausência de espermatozoides no sêmen apesar de produção testicular preservada.
As causas mais comuns incluem:
Anomalias congênitas
Ausência da porção distal do epidídimo
Associada ou não à ausência do ducto deferente
Síndrome de Young
Infecções ou inflamações
Epididimite por clamídia
Tuberculose genital
Lesões iatrogênicas
Cirurgias prévias, como:
Correção de hidrocele
Orquidopexia
Cirurgias por torção testicular
Biópsia testicular
Após vasectomia
Em casos de obstrução secundária do epidídimo
Possibilidade de gravidez natural por relação sexual
Evita procedimentos invasivos e fisicamente exigentes para a mulher
Reduz riscos éticos e o risco de gestação múltipla
Taxas de retorno de espermatozoides entre 52% e 92%
Taxas de gravidez entre 11% e 56%, comparáveis à FIV/ICSI
Quando realizada por cirurgião experiente, pode ter resultados superiores à FIV
Menor custo por nascimento vivo
Planos de saúde frequentemente cobrem a correção cirúrgica
Possibilidade de coleta e congelamento de espermatozoides durante a cirurgia, caso seja necessário recorrer à FIV/ICSI no futuro
Sim. Em muitos casos, após o retorno dos espermatozoides ao sêmen, a gravidez ocorre sem necessidade de reprodução assistida, desde que não haja fatores femininos associados e retorno de espermatozoides no ejaculado.
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