A eletroejaculação (EEJ) é um procedimento médico utilizado para obter sêmen em homens que não conseguem ejacular espontaneamente, geralmente por alterações neurológicas que comprometem o controle da ejaculação.
É uma técnica segura e eficaz para obtenção de espermatozoides móveis, que podem ser utilizados em técnicas de reprodução assistida, como inseminação intrauterina (IIU) ou fertilização in vitro (FIV/ICSI).
A EEJ é indicada principalmente para homens com:
Lesão traumática da medula espinhal (LME)
Doenças neurológicas desmielinizantes, como esclerose múltipla
Diabetes mellitus com comprometimento neurológico
Anejaculação idiopática
Histórico de dissecção retroperitoneal de linfonodos (comum em tratamento de tumor testicular)
Essas condições frequentemente causam ausência ou alteração da emissão seminal, mesmo com produção normal de espermatozoides.
Sim. Os espermatozoides obtidos por eletroejaculação podem ser utilizados em:
Inseminação intrauterina (IIU)
Fertilização in vitro (FIV)
FIV com ICSI, quando necessário
A eletroejaculação é geralmente realizada sob anestesia geral em hospital dia.
Em homens com lesão medular completa, a anestesia pode não ser necessária.
Para prevenir disreflexia autonômica, especialmente em pacientes com lesão acima de T5, administra-se 20 mg de nifedipina por via sublingual, cerca de 15 minutos antes do procedimento.
Sim. A eletroejaculação é considerada segura, desde que realizada por equipe experiente, com:
Monitorização adequada
Controle rigoroso da temperatura da sonda
Interrupção imediata da estimulação se a temperatura ultrapassar 40 °C
Obtenção de sêmen em mais de 90% dos homens com comprometimento neurológico
Taxas globais de gravidez superiores a 40% com IIU ou FIV
Taxas aproximadas de gravidez por condição
Lesão medular: 43%
Anejaculação idiopática: 33%
Pós-dissecção retroperitoneal de linfonodos: 20%
Diabetes: 0%
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Segunda a Sexta das 8h às 20h
Sábado 8h às 12h
CRM SP 210.376 - RQE 84117